Noite de emoção na entrega do Troféu Raça Negra 2016

trofeu

 

Uma noite de celebração em prol da luta contra o racismo, pela igualdade, dignidade, respeito e muitas outras que vêm sendo duramente travadas pela população negra no Brasil e em todo o mundo. Este é um breve resumo da cerimônia de entrega do Troféu Raça Negra. Considerado o Oscar comunidade negra, o evento foi realizado nesta segunda, 21 de novembro, na Sala São Paulo, e reuniu artistas, ativistas, representantes do governo estadual e federal, dirigentes de empresas, imprensa e outras lideranças para discutir um tema urgente, que precisa ser combatido com todas as forças.

Para José Vicente, reitor da Faculdade Zumbi dos Palmares, a primeira instituição de ensino do país voltada para o público negro e parceira da ONG Afrobras na promoção do evento; a celebração evidencia a luta e os avanços conquistados ao longo dos últimos anos. Ele lembrou, no entanto, que ainda são muitos os desafios a serem enfrentados. “Estar aqui esta noite mostra que estamos no caminho certo e que seremos incansáveis na busca pela igualdade, diversidade, dignidade e pelo respeito”, afirmou.

O ator Eduardo Acaiabe foi o diretor artístico da noite, que contou ainda com projeções e intervenções artísticas que retrataram a situação de violência à qual os negros são submetidos no Brasil. Dois casais de atores foram escolhidos para conduzir a cerimônia: Lidi Lisboa e Fábio Rhoden e Érico Brás e Kênia Maria. Entre as presenças de destaque da noite estão a repórter do Vídeo Show, da Rede Globo, Alinne Prado; o atleta Robson Caetano; a deputada Benedita da Silva, o governador do Estado São Paulo, Geraldo Alckmin; e a secretária Nacional de Direitos Humanos, Flávia Piovesan, entre outros.

O reverendo e ativista norte-americano Jesse Jackson, uma referência na luta pela igualdade racial e que veio ao país especialmente para a cerimônia de entrega, comemorou o fato de Barack Obama ter chegado à Casa Branca e profetizou: “Não demorará para termos também no Brasil o primeiro presidente negro”.

A grande atração da noite foi Elza Soares, que também acabou de vencer o Grammy Latino. Além de seu talento e voz única, a cantora foi escolhida em função de sua luta, afirmação e obra, marcada, entre outros aspectos, pela crítica social. Para homenageá-la, subiram ao palco artistas como BNegão, Liniker, Chico César, Davi Marcondes, Rubi e Juçara Marçal, que interpretaram canções marcantes de sua carreira, como “Meu Guri”, escrita por Chico Buarque; “Malandro”, de Jorge Aragão; “A Carne”, de Marcelo Yuca, Seu Jorge e Gabriel Moura; e “Maria da Vila Matilde”, de Douglas Germano.

O fechamento da noite ficou por conta da homenageada, que interpretou a canção “A mulher do fim do mundo”, que dá título ao álbum homônimo, lançado recentemente; e “Volta por cima”. O orgulho de ser negra foi evidenciado pelo agradecimento da artista, que entoou o coro, estimulando a plateia a participar, dizendo “Eu sou negra”. As apresentações musicais contaram ainda com a participação do Coral da Faculdade Zumbi dos Palmares.

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